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O “novo” mercado carioca para as empresas de engenharia

O “novo” mercado carioca para as empresas de engenharia

Não é novidade que o mercado para as empresas de engenharia no Estado do Rio de Janeiro mudou muito nos últimos anos. Nesse passado recente, o Estado do Rio de Janeiro atraiu empresas de todo o país em torno da Copa do Mundo, Olimpíadas e da promessa do Pré-Sal.

Ouso dizer que, até 2009, havia trabalho para todo mundo, que as empresas mal davam conta dos projetos e obras contratados e ainda assim sempre aparecia uma concorrência nova para participar. Os colaboradores tinham ótimos salários e benefícios e os sócios e acionistas nunca faturaram tanto.

Foi uma época de muita oportunidade e aprendizado para todos envolvidos no mercado de engenharia no Rio de Janeiro, que aparentemente nunca será o mesmo.

Com o fim dos eventos esportivos, alteração na regra de distribuição dos royalties do petróleo, explosão da Lava-Jato, escândalos envolvendo empreiteiras e o alto escalão do governo do Estado do Rio de Janeiro, reestruturação da Petrobras e quebra financeira do Estado, o Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço.

Mas não sou pessimista. Na minha percepção os aprendizados do passado já estão dando frutos desde 2017:

  • As empresas de engenharia foram obrigadas a se reestruturar, enxugar seus custos, revisar seus procedimentos e repensar sua cultura de negócios. Não ignorando os números escandalosos das demissões em massa, falências e o desemprego gerado por essa crise, isso serviu, no mínimo, para as empresas que sobreviveram revisitarem seus processos internos e reorganizarem a casa.
  • A comunidade trabalhadora do Rio de Janeiro começou a conscientizar-se de seu papel na mudança cultural da cidade e passou a se importar com a credibilidade e políticas internas das empresas para as quais trabalham, na medida de não terem nenhuma contribuição no cenário antiético que se instaurou.
  • O Estado do Rio de Janeiro adotou medidas pró-integridade, e a principal delas sem dúvida é a recente Lei Estadual nº 7.753/17, que obriga todas as empresas que sejam contratadas pela Administração a existência e aplicação efetiva de Programa de Integridade, caso os valores dos contratos ultrapassem o valor de contrato mínimo determinado na norma. (Veja mais sobre essa lei aqui: https://www.ribeirodaluz.com.br/2018/04/19/nova-lei-anticorrupcao-do-rio-de-janeiro-e-obrigatoriedade-do-programa-de-integridade/)
  • A Petrobras, que já tinha um Programa de Integridade robusto antes mesmo da operação Lava-Jato, revisou, atualizou e tomou novas medidas para de fato torná-lo efetivo. No que afeta os fornecedores, criou um novo modelo de contratação, que pode ser melhor entendido aqui –https://www.ribeirodaluz.com.br/2018/06/07/novo-modelo-de-contratacao-da-petrobras/.

Alguns já sabem como sou fascinada pelo universo das pequenas e médias empresas brasileiras e como tomei como missão ajudá-las a implantar programas efetivos de compliance em suas organizações. Por conta disso lancei um projeto chamado CompliancePME e escrevi um e-book, disponível temporariamente de forma gratuita e  intitulado “Compliance Básico para PMEs – Volume I” no Link: http://www.compliancepme.com.br/cadastro/download-id/266/.

O trabalho dentro ou junto de departamentos jurídicos de empresas de engenharia está diretamente ligado à minha vida profissional desde antes mesmo de eu me formar, e é um mercado extremamente rico em termos de relações interpessoais, jurídicas e econômicas.

O mercado de atuação das empresas de engenharia dentro do Estado do Rio de Janeiro continua muito rico e promissor, só que agora com mudança de padrões de comportamento e forma de condução dos negócios, não só sob o ponto de vista jurídico, mas acima de tudo, cultural.

Não sou daquelas cariocas que surfa antes de ir para o trabalho, mas gosto muito de viver aqui e de fazer parte, dentro do meu alcance, desse movimento pró-ética e de promoção de integridade. Rio de Janeiro, conte comigo.

Para falar com o autor desse artigo, mande e-mail para camila.gullo@ribeirodaluz.com.br. Caso tenha ficado alguma dúvida, escreva nos comentários que teremos prazer em esclarecer! Para saber mais sobre a temática e nossos serviços, entre em contato conosco pelo e-mail: contato@ribeirodaluz.com.br.

 

Como a Lei Anticorrupção impacta no seu negócio

Como a Lei Anticorrupção impacta no seu negócio

Casos de corrupção como o da Petrobras, Lava Jato e Operação Carne Fraca não mancham apenas o nosso legislativo como também o estilo de empreender brasileiro. E nossa legislação conta com ferramentas para punir essa prática, como o Decreto Federal 8.420/2015, que veio para regulamentar a aplicação da Lei 12.846/2013, a Lei Anticorrupção.

Este decreto veio para indicar as diretrizes que as empresas devem seguir de forma a se proteger – e, à grosso modo, proteger a sociedade – contra atos de corrupção, contribuindo assim, para a extinção dessas práticas em nosso país.

E dele nasce o Programa de Compliance chamado pelo decreto de “Programa de Integridade” que conta com um um capítulo exclusivo, o §4º do art.4º do Decreto, com as medidas e formalidades de acordo com a área de atuação do negócio.

Tendo como base as melhores práticas internacionais de medidas anticorrupção, corresponsabiliza as empresas na implementação de políticas internas contra corrupção, através de um Programa de Compliance.

O custo de um extenso Programa de Integridade e a informalidade que permeia o mundo das micro e pequenas empresas coloca em xeque a necessidade de implementá-lo por esse público. Mas, tais medidas devem ser aplicadas desde micro a grandes empresas pois são como um escudo contra as graves sanções sobre as quais estão sujeitas, caso verificada a ocorrência de atos de corrupção por seus diretores, funcionários ou representante, protegendo, assim, em último nível, seus sócios e a continuidade da empresa.

UPDATE

Para saber como mais sobre a Lei 12.846/2013, leia o post “O que é a Lei Anticorrupção”.

Se sua dúvida for sobre como proteger sua empresa de práticas de corrupção, leia o post “Como implementar um Programa de Compliance para PME”.